A hora de os representados fazerem os representantes tremer: porque devemos estar nas ruas no próximo 7 de setembro

Postado por Monique Cardoso, 03 de Setembro 2013

Manifestação em Brasília

Vivemos uma crise de representação política na democracia brasileira, caracterizada por pelos menos três males: Primeiro, a péssima qualidade moral e intelectual de grande parte dos nossos representantes. Segundo, a não participação do povo nas decisões tomadas pela classe política. Terceiro, o fato de não termos mais representantes políticos, mas sim, representantes corporativistas, que trabalham para grupos de interesse, sem visar o bem-estar do todo da população.

Não há como negar o problema que a nossa -democracia carente de reforma- enfrenta. É perceptível a mediocridade dos que nos representam. Decisões que nos atingem em cheio são tomadas à revelia do povo. Câmaras municipais, assembléias legislativas, Congresso Nacional, palácios dos governos, são alvo de lobistas, descarados corruptores, muito bem pagos, que fazem o lobby do poder econômico.

 Não há a mínima esperança de que o sistema se corrija naturalmente. Não lidamos com forças impessoais que mediante providência cega atuam em favor da população. O aparato estatal está nas mãos de quem não tem gota de espírito público. Trata-se de gente que vive sob o encanto do poder, obcecada pela idéia de ampliá-lo e nele se perpetuar. Pessimismo? Como explicar a sétima economia do mundo estar entre as nações mais desiguais do planeta? Falo de um continente riquíssimo de língua portuguesa chamado Brasil.

Só existe uma solução para esse descalabro. O medo. Os que, em teoria, nos representam precisam aprender a temer o povo. O elemento temor tem que fazer parte da vida política nacional, sob pena de continuarmos a viver no país da miséria, do desperdício, do desrespeito, do abuso de autoridade, do desvio de verba pública, da morte banal, dos hospitais que não são hospitaleiros, das escolas que não educam, da justiça que não defende o direito, da vida que é banalizada.

Há dois locais especiais nos quais a voz do povo é ouvida: na urna e na rua. Votar com responsabilidade e protestar nas ocasiões em que a maioria permitiu que canalhas, incompetentes e sem alma assumissem o poder. Gritar quando o pactuado não é cumprido. Todas as grandes democracias foram forjadas mediante pressão popular nas ruas.

Não podemos sair delas. O próximo dia 7 de setembro é uma boa data para protestarmos. Nele, poderemos dizer que não toleramos mais viver num país no qual a independência é para o rico e a morte para o pobre.

 

Antônio C. Costa


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